Rotaractiana fala da sua experiência no Global Shaper Annual Summit
No Brasil, 25 jovens – quatro deles da Região Sul, foram selecionados no ano passado para participar do Global Shaper Annual Summit 2024, evento realizado e custeado pelo Fórum Econômico Mundial, que reuniu mais de 500 jovens líderes de 20 a 30 anos, de 250 países, em julho, em Genebra, na Suíça.
Heloísa Paula Furlani Depiné, 29 anos, associada do Rotaract Club de Maringá-Cidade Ecológica, foi uma das lideranças selecionadas. Ela vem apresentando, em alguns Rotary Clubs do Distrito 4630, sua participação no Global Shaper e o que realizou de atividades e projetos após esta experiência, como parte da conclusão do processo do qual participou.
O evento discute soluções para desafios globais, com o objetivo de fortalecer a atuação da comunidade Global Shapers, para que possa aplicar o aprendizado adquirido em seu país, por exemplo. Focado em capacitar jovens líderes para gerar impacto positivo em suas comunidades, o evento coloca os participantes ativamente nas discussões, buscando soluções e aprendizados para aplicar em suas comunidades.
Genebra abriga importantes organizações internacionais. “Tive a oportunidade de visitar a sede da ONU e da Organização Internacional do Trabalho. Vale destacar sobre esta minha experiência, de que o Global Shaper não tem viés político, religioso, a ideia é ser capacitado para dialogar sobre os problemas do mundo”, explica a rotaractiana.
Esta foi a primeira vez que saiu do país. “Ver-me como alguém capaz de dar este passo, de me conectar com pessoas do mundo inteiro, foi enriquecedor. Voltei com mais segurança naquilo que faço. Abri a minha consultoria de Recursos Humanos, pois esse evento me deu a confiança e o conhecimento para eu dar este passo. A nível social e comunitário, de forma mais assertiva, ouço a comunidade sobre o que ela precisa e como atuar. Às vezes a gente tem a solução do problema, mas não é o que a comunidade realmente precisa”, reflete Heloísa.
Rotary – Embora o evento não tenha relação com o Rotary, a vivência rotária foi determinante para a escolha de Heloísa. “No processo de inscrição precisava validar a nossa experiência com trabalhos voluntários, causas humanitárias e a bagagem rotária contribuiu para a minha escolha”, relata. Além disso, a jovem precisou levantar uma reserva financeira. “Em maio recebi a notícia da aprovação e o evento começava em 08 de julho. Embora totalmente custeado pelo Fórum Econômico, a gente precisa ter um valor mínimo em dinheiro, que na época era em torno de R$ 6 mil, para situações de emergência, por exemplo. Eu fiz rifas e as vendi para vários rotarianos, conseguindo levantar boa parte desta quantia”.






