Empresa Cidadã, Clínica Sant'Ana foi a primeira na área de Oncologia em Maringá

Localizado na Av. Tiradentes, 1377, o Centro de Oncologia e Radioterapia Sant’ana funciona desde a sua fundação no mesmo terreno onde era a casa da família do Dr. José Octavio Haggi Rodrigues Ferreira.

Sua clínica é Empresa Cidadã pelo Rotary Club de Maringá-Aeroporto, do qual foi presidente em 1987. “Logo após voltar para Maringá, para trabalhar como médico, entrei no Rotary em 81 e agora a clínica como Empresa Cidadã, é uma forma também de colaborar com os projetos da organização”.

De Cambará, sua família veio em 1946 para a região do Maringá Velho, área onde tudo começou na formação da cidade. O pai Davi Rodrigues Pereira abriu uma loja de Secos e Molhados e depois passou a trabalhar com Serraria, atividade econômica em evidência na época.

Em 31 de janeiro de 1951, Davi se casa com Darcy Haggi Rodrigues, com quem tem quatro filhos, sendo José Octávio o único menino, nascido em 19 de janeiro de 1952 “Como Maringá ainda era precária na área da saúde, eu nasci em Cambará. Estudei no Marista, fiz o Científico no Gastão, que na minha época ficava onde hoje é o Colégio Instituto e depois fui para Curitiba fazer cursinho para Medicina”.

A escolha pela profissão foi inspirada no Dr. Michel Felipe, pioneiro de Maringá, proprietário do Hospital Santa Lúcia, que ficava na Av. Paraná. “Ele era amigo da família e além de médico, empresário, diretor da Somaco, revendedor da marca Volkswagen.

José Octávio cursou Medicina na PUC de São Paulo e em 1974, no 4º ano da universidade, começou a se interessar pela área de Oncologia. “Acredito que todo mundo teve um ou mais professores que marcaram a sua vida. A Oncologia naquele tempo possuía poucos recursos, os aparelhos eram muito rústicos. Fui me interessando por esta área pela admiração que eu tinha por alguns professores, muito dedicados, inteligentes, como o Dr, Gilson Luchesi Delgado, Dr Victorio Feriancic e Dr José Waldemar Petitto, estes dois últimos referências em radioterapia”.

Após formar-se em 1976, o médico fez residência médica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). “Em 1979, meu pai começou a construir a clínica e então retornei para Maringá, com 28 anos, dois anos depois conheci a minha esposa Sandra. No Rotary fiz grandes amigos e sou professor de Oncologia na Universidade Estadual de Maringá, onde dei aula para 35 turmas”, falou emocionado.

Todos os filhos de José Octávio seguiram a carreira do pai: Fernanda (39 anos), Paula (37 anos) e Davi Neto (33 anos).  O médico também contribuiu com o início da Uopeccan em Cascavel, cuja fundação teve a participação de rotarianos, como ele e Dimmer Webber.

“Uma Bomba de Cobalto funcionava em uma sala pequena, tudo era muito simples. Fui até lá com uma carta de apresentação do governador Benivaldo (Ramos Ferreira, governador 96-97 do Distrito 4630). Fiquei anos na estrada, viajando pra lá e pra cá, investindo naquele hospital”. 

Para o Dr. José Octávio, presenciar a evolução dos tratamentos oncológicos, é uma grande conquista para a valorização da vida. “Não é fácil lidar com esta área que escolhi, sou muito emotivo. Antigamente o paciente recebia o diagnóstico e vinha aquele cenário de sentença de morte, mas hoje não é assim, a oncologia encontra-se em um outro patamar graças à evolução da tecnologia e das pesquisas no avanço dos tratamentos”.

 

Larissa Nakao - Comunicação Corporativa

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